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quarta-feira, 15 de maio de 2013

O Casamento de Nelson Rodrigues

Nelson Rodrigues! Penso que não precisa dizer mais, certo? Pois é, e lá fui eu assistir a montagem da adaptação do único livro que o escritor assinou com o próprio nome e censurado na década de 60, O Casamento. O espetáculo está entre os melhores avaliados pela crítica teatral dos grandes jornais e revistas e está em cartaz no Teatro Tuca aqui em São Paulo.

São 2h10 de espetáculo. Então, vá com fôlego. A história começa quando Sabino, um empresário rico do Rio de Janeiro, recebe o ginecologista da sua filha e o informa que o rapaz que Dorinha ira casar no dia seguinte é gay. Ponto de partida para mostrar todos os pecados e

O espetáculo é dirigido e adaptado por Johana Albuquerque e consegue, de forma eficiente, nos levar ao universo do autor e seu plot principal: todos, sem exceção, possuem algum tipo de fetiche ou segredo velado.

A peça é uma reunião de quase todas as "loucuras" do autor, por isso encontramos quase tudo que está disponível nos outros textos: traição, mortes, promiscuidade, inveja e por ai vai. Isso escondido, obviamente, pelo lindo véu da sociedade tradicional.

A cenografia é limpa, tendo como base cortinas que descem pelo palco, colocando o espectador no papel de voyeur e, quem sabe, na busca das suas próprias perversões. A iluminação também é bem feita dando volume a encenação e a montagem acerta no elenco, apesar de encontrar um tom ainda não acertado pela atriz estreante que vive a Glorinha, Diana Bouth. Por outro lado, excelentes os personagens apresentados pelo veterano Renato Borghi e Elcio Nogueira Seixas.

Realmente o que deixa o espetáculo um pouco desagradável é a duração e a dramaturgia perder o espectador em alguns momentos. Obviamente, seria difícil contar tal história em menos tempo, sem contar que Nelson Rodrigues, apesar de intrigante, sempre incomoda pela sua crueza em ver o mundo.

Por fim, devo elogiar o elenco, pois fui assistir a apresentação na noite do Dia das Mães e penso que as pessoas evitam Nelson Rodrigues em dias como esse, correto? A casa estava com menos da metade da lotação, mas nem por isso deixaram de fazer uma grande apresentação.

Vá, preparado. Mas, vá!

Minha opinião
: )

O Casamento
Sexta e sábado, às 21h30; domingo, às 18h
Teatro Tuca (Rua Monte Alegre, 1024 - Perdizes - São Paulo - SP)
Sexta, R$ 50; sábado e domingo, R$ 60
Bilheteria: terças a quintas, das 14h às 20h; sexta a domingo, das 14h até o início do espetáculo
Aceita dinheiro e cartões de débito
Vendas pela internet: www.ingressorapido.com.br
Vendas pelo telefone: 4003.1212
Cartões de crédito somente por telefone ou internet
Capacidade: 672 lugares
Duração: 130 minutos, com 10 minutos de intervalo
Classificação indicativa: 16 anos

Somos tão Jovens

É complicado se propor a falar de um filme que acabamos nos envolvendo por questões pessoais, no meu caso, com Somos tão Jovens, tem a ver com a história de Renato Russo e de ter cantado muitas das canções do letrista na mesma época que acontece a narrativa na tela. Porém, vamos lá.

Somos tão Jovem conta a história do cantor Renato Russo interpretado com muita propriedade e competência pelo ator Thiago Mendonça. O cantor foi ícone dos anos oitenta e noventa por causa das suas músicas cheias de poesia revolucionária e existencial. Quem viveu naquela época, com certeza já se perdeu nas longas estrofes de Eduardo e Mônica ou nas músicas de protesto de Renato.

O filme chega a marca de mais de um milhão de espectadores, merecidamente. O que mais impressiona na película são as boas interpretações, a qualidade do som, a encarnação de Thiago Mendonça e a bela escolha do recorte narrativo do roteirista e diretor a fase da juventude do cantor. Por isso, nem se menciona sobre a morte de Renato em 1996, por complicações da Aids.

O título é merecido, pois a direção e os roteiristas têm como missão nos levar a cabeça (manias, loucuras e visão de mundo) do jovem Renato Manfredini. E a ligação é quase imediata com quem assiste, pois todos fomos jovens um dia e com diferentes níveis de revolta, mas necessária a um adolescente.

E assim vão sendo descortinadas como as ideias da filosofia punk vão dando lugar às letras cheias de poesias e lindas baladas musicadas e escritas por Russo. Tudo isso tendo como pano de fundo a ditadura militar e Brasília. Então, para quem passou uma boa fase da sua juventude ou adolescência andando pelos blocos de prédios da Capital Federal, o encontro com o cantor e a cidade é, no mínimo, saborosa.

Não chega a ser um grande filme. E talvez esse seja o grande trunfo do diretor Antônio Carlos da Fontoura. Simples e tocante. E, por isso, imperdível!

Bom filme!

Minha Opinião
:)

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Virada Cultural 2013

Está chegando a edição da Virada Cultural 2013, portanto é hora de sentar, baixar a programação e escolher. Depois se preparar para algumas horas de fila, mas isso faz parte. Ou não?

Programação em pdf.

sábado, 11 de maio de 2013

O Som ao Redor

Assisti, depois de longo tempo, o comentado e elogiado filme brasileiro O Som ao Redor. Há muito tempo não via uma produção tão cheia de citações e prêmios no Brasil. Claro, que fui assistindo com certa indulgência e expectativa.

Para dizer bem a verdade, o filme é bom e tem como seu grande trunfo, logo sua singularidade, focar toda sua ação no som ao redor dos fatos. Portanto, no momento do clímax ou "na hora aga" não entra a imagem - o elemento principal do cinema -, mas o som. Por isso, o filme é uma grande sacada e uma boa história, mas sem grandes peripécias dramáticas, poderíamos dizer.

Pensando nisso, acabamos por perceber que as nossas vidas, na verdade, é, em grande parte, feita de sons. É essa sonoplastia das ruas e da nossa vizinhança que nos faz pessoas de verdade, ou quem sabe, nos fazer sermos desse ou daquele lugar. E vai tecendo, de alguma forma, nossos sentimentos ou forma de ver o mundo.

Voltando ao filme, não posso dizer que seja um grande filme, mas vale a pena ser visto, mesmo que seja em casa. Vale pela genialidade dos seus produtores e argumentadores e, como disse, fidelidade ao seu ponto de vista. E só, não é mais do que isso.

Em tempo, fique de olho na história da mulher entediada com a vida e rotina familiar. Boa história.

Bom filme!

Minha opinião
:]


Perfomances no CCBB Brasília


Começa hoje a apresentação de várias performances - além da videoinstalação Nada se move, em cartaz até o dia 26 de maio - são os destaques de maio do último mês da Ocupação Artística Espaço Entre. O projeto multidisciplinar do Coletivo Irmãos Guimarães envolve teatro, dança, cinema, filosofia, literatura e artes visuais e movimenta a Galeria III do CCBB Brasília desde novembro de 2012. 

Em Respiração maisdois grandes aquários com água, cada um com um participante. Uma campainha marca o início da ação e regula a respiração dos participantes que estão no aquário. Quando soa a primeira campainha, o participante 1 continua submerso, enquanto o participante 2 emerge e fala com velocidade inúmeras definições do verbete respiração. Quem não está submerso deve, obrigatoriamente, falar, não sendo permitido o silêncio. Quando a campainha soa pela segunda vez acontece um revezamento dos participantes: o participante 1 submerge e o outro deve emergir e falar. Noinício, a campainha soa a intervalos regulares e curtos (5 a 10 segundos). Com o avançar da ação esses intervalos tornam-se aleatórios e mais longos (50 a 90 segundos), ficando assim cada vez mais difícil o controle da respiração. O tempo em que os participantes permanecem submersos aumenta a cada vez, exigindo deles maior esforço para sincronizar o comando do toque com a respiração e a fala. A necessidade de obediência a um comando externo - a campainha - e a imposição da regulação interna - a respiração – desestabilizam o controle dos participantes. A ação leva os participantes à exaustão, já que, ao fim, eles permanecem maior parte do tempo imersos e sem respirar ou falar. Um longo toque marca o fim do jogo. O corpo é levado ao limite da resistência física e o espectador, ao limite da tensão. 

 Respiração menos apresentano espaço da ação, dois participantes e uma caixa de acrílico transparente. O participante 1, nu, entra na caixa, que é totalmente fechada pelo participante 2. O participante 2 lê um texto contendo instruções sobre as melhores maneiras de se respirar. O texto será repetido quantas vezes forem necessárias. Durante a leitura, o participante 1 deverá permanecer dentro da caixa. Com o passar do tempo, o oxigênio dentro da caixa vai sendo substituído por gás carbônico, através da própria respiração do participante 1. O público assiste a duas sincrônicas ações causadas pela respiração e pelo suor do participante 1: o lento embaçar da superfície da caixa e o esvaecimento da figura do seu interior. Com Leandro Menezes e Mateus Ferrari. Dias 11 e 12, às 20h, na Galeria III.

A performance Escuridão traz duas pessoas. Enquanto uma tenta acender o fósforo, a outra fica com um dicionário e tenta ler o verbete escuridão. Entretanto, a respiração apaga o fósforo. Com Adair de Oliveira, Leandro Menezes e Rodrigo Lélis. Dias 11 e 12, às 20h15, na Galeria III.

Em Olho, um armário hospitalar fechado. No adesivo que cobre todo móvel, pequenos furos. Uma voz. Há uma pessoa dentrodele. Entretanto, só quem chega perto percebe.  Com Valéria Rocha. Dias 11 e 12 de maio, às  20h15, na Galeria III.

Uma ação contínua ao redor de uma mesa forrada de algodão branco. Essa é a performance Balanço mais. Senhoras da melhor idade desfiam o algodão até virar uma linha, que será costurada no próprio algodão. Com Yara de Cunto. Dias 18 e 19 de maio, às 19h30, na Galeria III.

Em cada cabine, um participante e lâmpadas incandescentes que o iluminam. No espaço, um interruptor de luz que controla o acender e apagar das lâmpadas no interior da cabine. Quando a luz se acende, os participantes devem correr dentro da caixa, sem sair do lugar, ao mesmo tempo em que falam em voz aceleradamente definições do verbete luz. Quando apagada, a ação se congela e a fala é interrompida. Com o comando em mãos, o público determina o tempo da ação de quem pratica a ação e pronuncia o verbete. Assim é Luz menos. Com Rodrigo Lélis. Dias 18 e 19 de maio, às 19h30, na Galeria III.

Por fim, Nada se move é uma apresentação de um videodança. Em uma sala escura, com cadeiras. Alguém se move pelo espaço enquanto narrativas são construídas. Com Valéria Rocha. Dias 18 e 19 de maio, às 20h30, na Galeria III.

Serviço:


Performances

  • Respiração mais | Galeria III | 11 e 12 de maio de 2013 | 19h30. 
  • Respiração menos  | Galeria III | 11 e 12 de maio de 2013 | 20h.
  • Escuridão e Olho | Galeria III | 11 e 12 de maio de 2013 | 20h15.
  • Balanço mais e Luz menos | Galeria III | 18 e 19 de maio de 2013 | 19h30.
  • Nada se move | Galeria III | 18 e 19 de maio de 2013 | 20h30.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Hoje tem leitura de Lady Macbeth

O Centro de Dramaturgia Contemporânea (CDC) convida três dramaturgos que também são atores para mostrar seus textos e discuti-los com o público na segunda edição do evento Drama Session.

As leituras acontecerão nas quatro terças de maio, a partir do dia 07, sempre às 20h, com entrada gratuita, no teatro NPC/Fábrica. Com apoio da Cia. Fábrica/NPC, o Drama Session iniciou em março com a leitura de cenas de integrantes do CDC e convidados. Foram dois autores por noite.

Nesse segundo ciclo, o CDC convidou quatro atores. Rui Xavier, do Núcleo 1408, será o primeiro a se apresentar no dia 07 de maio, com o texto “Lady Macbeth”, com os atores Hévelin Gonçalves, Ed Moraes e Samya Enes.

Teatro NPC/FÁBRICA
Avenina Lins de Vasconcelos, 875 - Cambuci
9971 9696

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Reflexões sobre as artes visuais em Brasília


Um ciclo de oficinas gratuitas e várias performances - além da videoinstalação Nada se move, em cartaz até o dia 26 de maio - são os destaques de maio do último mês da Ocupação Artística Espaço Entre. O projeto multidisciplinar do Coletivo Irmãos Guimarães envolve teatro, dança, cinema, filosofia, literatura e artes visuais e movimenta a Galeria III do CCBB de Brasília desde novembro de 2012.

O projeto traz Sobre importâncias, oficina de leitura dramática para atores ministrada por Fernando Guimarães cuja finalidade é discutir e debater um sistema de sensibilização de leitura e interpretação, com conceitos importantes para oentendimento do corpo-em-palavra. Dias 2, 3 e 4 de maio, das 14h às 18h, nasala 3 da Galeria III.

Em seguida é a vez de Tudo que não invento é falsooficina de interpretação para atores em que serão abordados os processos de criação desenvolvidos através de conceitos como materialidade, escuta, presença e performatividade. Adriano Guimarães será o tutor. As atividades ocorrem nos dias 7, 8 e 9 de maio, das 14h às 18h, na sala 3 da Galeria III.

A oficina seguinte, Interlocuções nas redes sociais, integra o projeto Plataforma Virtual Coletivo Irmãos Guimarães e propõe a exploração das redes sociais da web como ferramenta de divulgação da produção artística. Com Mariana Dap, nos dias 14, 15 e 16 de maio, das 14h às 18h, na sala 1 da Galeria III.

Valéria Rocha ministrará A voz sólida – voz e ação vocal. Nesta oficina, será estudada a relação entre corpo, voz e jogo, além de técnicas para improvisação vocal. Valériadesenvolve trabalhos nas áreas de teatro e dança há 12 anos. É bacharel em Interpretação Teatral pela Faculdade de Artes Dulcina de Moraes (FADM) e pesquisadora da relação entre corpo e voz e seus desdobramentos expressivos.  Dias 15, 16 e 17 de maio, das 18h às 21h, nas salas 1 ou 3 da Galeria III do CCBB.  

Em Arte, hipertexto e cibercultura será abordada a arte contemporânea e suas relações com a tecnologia. Com Daniela Bousso, historiadora, crítica e curadora de arte contemporânea e novas mídias. Foi diretora do Paço das Artes (1997-2011) e do Museu da Imagem e do Som (MIS) de São Paulo, entre 2007 e 2011. Graduou-se em Artes Plásticas pela FAAP em 1980 com doutoramento em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP. Foi curadora de dezenas de exposições, como Interconnect @ between attention and immersion (ZKM, Karlsruhe, Alemanha, 2006) e Pipilotti Rist (Paço das Artes e MIS, 2009). Recebeu dois prêmios APCA: curadoria revelação (1992) e melhor programação - Paço das Artes (2004). Dias 21 e 22 de maio, das 14h às 20h, na sala 1 da Galeria III.

O projeto Nada expandido apresenta Sobre um corpo: ato e hiatoO objetivo da oficina é explorar as potencialidades performativas do corpo em suas zonas de instabilidade, estabelecendo poéticas de criação. Com Leandro MenezesDias 21, 22, 23 e 24 de maio, das 18h às 22h, na sala 3 da Galeria III.

As inscrições devem ser realizadas pelo e-mail oficinascig@gmail.com, com o envio de currículo contendo as seguintes informações: nome completo, idade, contato, formação e experiência profissional.


Serviço:

Oficinas

  • Sobre importâncias Galeria III | 2, 3 e 4 de maio de 2013 | 14h às 18h | Com Fernando Guimarães.
  • Tudo que não invento é falso | Galeria III |  7, 8 e 9 de maio de 2013 | 14h às 18h | Com Adriano Guimarães.
  • A voz sólida – voz e ação vocal | Galeria III | Dias 15, 16 e 17 de maio | 18h às 21h | Com Valéria Rocha.
  • Interlocuções nas redes sociais | Galeria III | 14, 15 e 16 de maio de 2013 | 14h às 18h | Com Mariana Dap.
  • Arte, hipertexto e cibercultura | Galeria III | 21, 22 e 23 de maio de 2013 | 14h às 18h | Com Vitória Daniela Bousso.
  • Sobre um corpo: ato e hiato | Galeria III |Dias 21, 22, 23 e 24 de maio| 18h às 22h | Com Leandro Menezes.

domingo, 5 de maio de 2013

Exposição Primeiro de Maio


A Fundação Memorial da América Latina apresenta a exposição Primeiro de Maio, fazendo uma homenagem aos trabalhadores. Não deixe de conferir as fotos de Flávio Meyer que já falei por aqui, algumas vezes (veja os links).

Aberta desde o dia 25 de abril, pode ser conferida até dia 02 de junho, de terça a domingo das 9h às 18h.

Endereço: Avenida Auro Soares de Moura Andrade, 664
Galeria Marta Traba, Barra Funda, São Paulo
Entrada: portões 1 e 5
Estacionamento portão 4
Tel. 3823-4705 | 3823-4707
 Maiores informações: www.memorial.org.br

sábado, 4 de maio de 2013

Mother´s Week Alameda Gabriel

Cadeira Ipanema
Design: Estevão Toledo
Disponível na Dpot
Acontece a partir de hoje até o dia 11 de maio a Mother´s Week Alameda Gabriel, uma semana especial de ofertas para compras de presentes para todos os tipos de mães. E a Dpot participa oferecendo descontos de 20% a 70% em peças de pronta-entrega. P

Passa lá!

Serviço: 
Mother’s week Alameda Gabriel 
Data: de 4 a 11 de Maio de 2013
Endereço da Dpot: Alameda Gabriel Monteiro da Silva, 1.250 – Jardim Paulistano
Horário de funcionamento: Segunda à sexta, das 10h às 19h
Sábado, das 10h às 15h
Domingos e feriados: fechada

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Novidade em Terça Insana

Quem curte Silvettty Montilla e já se divertiu muito, mesmo que seja pelo You Tube, com as cenas de Terça Insana, agora poderá ter as duas juntas. Ou seja, a drag queen das noites paulistas, e do Brasil, integrará o elenco do espetáculo a partir de maio.

O espetáculo em cartaz há anos recebe vários atores e personalidades e conta sempre com a atriz e diretora Grace Gianoukas. Inclusive, neste mês, ainda receberá o rapper Fernandinho Beat Box.

Silvetty Montilla é conhecida pelos seus shows em algumas casas por São Paulo, fez participação em vários programas de tevê, incluindo repórter especial da Rede TV. Também foi candidata a vereadora por São Paulo pelo PSol, mas não teve êxito.

Diversão na certa, Montilla subirá ao palco do Terça nos dias 7, 14, 21 e 28. E haverá sessões extras nos dias 29, 30 e 31 de maio.

O espetáculo fica sempre em cartaz no Teatro Itália, na av. Ipiranga, 344. Sempre às terças, às 21h. E custa R$ 80, a inteira.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

O Desaparecimento do Elefante

Foto: O Globo
O Desaparecimento do Elefante é o espetáculo que está em cartaz até dia 05 de maio aqui no Sesc Pinheiros e reúne grande elenco: Maria Luisa Mendonça, Marjorie Estiano, Fernanda de Freitas, Clarissa Kiste, Caco Ciocler, Rafael Primot, André Frateschi, Kiko Mascarenhas e Rodrigo Costa. A montagem reúne cinco esquetes com adaptação dos contos do escritor japonês Harumi Murakami.

Com uma sonoplastia certeira, o ponto alto do espetáculo é o uso de várias mídias que ajudam a contar a história e torna o espetáculo visualmente interessante e belo. O jogo de imagens nos vários telões também serve para aproximar o público aos atores como a esquete feita por Kiko Mascarenhas, mostrando toda versatilidade do ator em cena. Por si só, já vale o espetáculo.

Foto: O Globo
Kiko Mascarenhas em um dos melhores momentos
do espetáculo
São vários os bons momentos do espetáculo e dos atores. Fique de olho na atriz Marjorie Estiano que se mostra nua em uma das primeiras cenas. Mesmo usando vários elementos para esconder a sua nudez, sempre pensei ser um despojamento grandioso de um ator que se propõe a isso. Também fique de olho na divertida japonesinha que ela faz no quadro com Caco Ciocler e se reúnem para assaltar uma restaurante de fast food.  Sem dúvida é a esquete mais divertida da montagem. E Marjorie está ótima.

A esquete da mulher que se distancia da sua família ao ler Anna Karenina interpretado por Maria Luisa Mendonça é, em minha opinião, a melhor construção dramatúrgica da montagem. Parece deixar de ser apenas uma colagem de um conto, mas com o clímax muito bem delimitado e conduzido.

E o último, que leva o nome do espetáculo, nos faz sair da sala com uma reflexão: o que realmente significa o desaparecimento daquele elefante. Claro, que gostaria de dizer uma série de coisas, mas tenho de dar a oportunidade pra que cada um construa a sua própria conclusão, porém é preciso dizer que é no amor e nas relações pessoais que todos nós nos tornamos iguais e nos aproximamos, perdemos o distanciamento e tamanho.

Ainda não sei se o espetáculo continua em São Paulo ou volta para o Rio, já que boa parte do elenco está envolvida com seriados e novelas, mas se vir por ai alguma chamada, não deixe de ver ou aproveite até este fim de semana, aqui em São Paulo.

Bom espetáculo!


SESC Pinheiros 
30/03 a 05/05.
Sexta a domingo.
Sextas, às 21h.; Sábados, às 20h.; Domingos, às 18h.

Minha Opinião
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