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29 de janeiro de 2013

E que Viagem! - Blog e-Urbanidade

A Viagem
Estou ainda em dúvida se gostei ou não, mas, isso sim, sai exausto da projeção do filme A Viagem, filme estrelado por Tom Hanks, Halle Berry e direção de Andy Wachowski, aquele sujeito de Matrix. Minha incerteza está em ter assistido um filme realmente inteligente ou uma história com alto enfoque espiritual, envolvendo vidas passadas etc e tal.

São seis histórias que acontecem épocas diferentes vividas por pessoas que se revezam em situações e personificações das mais distintas. O mote do filme é: os crimes ou os atos generosos que cometemos são levados para outras vidas, aqui com aquela idéia científica do átomo, ou seja, somos todos feitos da mesma matéria, teoria defendida, por exemplo, por Fritjof Capra, em Tao da Física.

Vale a pena assistir A Viagem pelas atuações, cenários, produções e, vamos ser sinceros, pelas "viagens" dos roteiristas. Por isso apostam em repetir - repetir, repetir e repetir -  diálogos com a explicação de tudo aquilo. E se aprendeu que não se repete falas em um bom trabalho de screeplayer, nesse é mais que necessário. Gostei dos vários clímax criados, mesmo que ao final não se aguente mais. Vi algumas pessoas se levantar ainda faltando mais alguma cena e eu, quase, fui um desses.

É sim um filme inteligente e nem tão fácil de degustar. Mas, quando tudo acaba, sinceramente, achei que explicou demais. Mas, se as filas para os filmes que concorrer ao Oscar estiverem cheias, quem sabe pode valer a troca. Mas, se prepare, são três horas de projeção!

Minha opinião
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28 de janeiro de 2013

Guia de Culinária Ogra - Blog e-Urbanidade

Guia de Culinária Ogra
Se você também anda meio encabulado que não se come mais barato em sua cidade, mesmo comprando todos os guias possíveis com o título Bom e Barato da Veja, Época, Folha...; fiquei entusiasmado com o Guia de Culinária Ogra - 195 lugares para comer até cair do autor André Bancinski.


Para começar as dicas são de São Paulo e são muito legais mesmo. Vi uma crítica do livro na revista daTam nas férias de fim de ano. Achei tudo perfeito e ontem estava na primeira prateleira da Livraria da Vila. Então, foi pegar, dar uma olhada e comprar. 

Na folheada e na lida que dei, me parece bem interessante a proposta do autor, principalmente após ler os dez mandamentos para ser um lugar de ogro, entre eles: a) a comida deve ocupar 85% da área total do prato; b) não pode ter um "chef"e sim "cozinheiro"; c) algumas palavras são proibidas, tais como, lâmina, lascas, redução, espuma, etc; d) e para terminar, a bebida servida no local tem que "descer bem"e não "harmonizar". 

Perfeito, não? Agora, vou ler, experimentar e, quem sabe, deixo algumas das minhas dicas também. 

21 de janeiro de 2013

GIANE - Vida, Arte e Luta - Blog e-Urbanidade

Giane - Vida, Arte e Luta
Reconheço que ao ler no jornal que seria lançada uma biografia de Reynaldo Gianecchini fiz muita piada e soltei até mesmo pelas redes sociais. E como o destino trata de nos aprontar umas poucas e boas, entre os presentes de Natal estava o dito cujo, intitulado Giane - Vida, Arte e Luta. Achei que a tarefa não seria das mais agradáveis, mas parecia uma leitura providencial em época de férias e que ainda se está tentando entrar no ritmo. Muito bem, puro engano, já nas primeiras páginas, acabei sendo envolvido pela história do tal rapaz de Birigui, SP, que fez, e faz, sucesso na Rede Globo.

Escrito pelo competente jornalista, Guilherme Fiuza, ele conseguiu trazer a limpeza dos textos jornalísticos para uma história que tem como objetivo, também, emocionar. Com a missão de escrever o livro em pouquíssimo tempo, justificado no prefácio, o autor consegue construir uma obra sincera, mesmo sabendo que maior objetivo da editora Sexteto era, sem dúvida, vender e ganhar rios de dinheiro com a história desde galã.

Portanto, Fiuza não chega a ser tão hábil como um Ruy Castro, mas, sinceramente, isso era querer demais diante do tempo curto. Mas, constrói muito bem uma história sensível, com uma narrativa não linear, o que normalmente deixa as biografias mais interessantes.

Também, não vamos ser hipócritas, todo mundo gosta de dar uma olhadinha na vida das celebridades. E ficar próximo de momentos íntimos de alguns deles, sempre fascina e faz vender quilos e quilos de revistas semanalmente.

Giane - Vida, Arte e Luta não explica grande parte das curiosidades que temos sobre a vida do moço. O objetivo do livro - e isso é deixado claro por Fiúza - é contar a história daquele rapaz que tinha o sonho de conquistar o mundo e, de repente, foi freado por uma doença fatal e que, por muito pouco, não o levou de vez. Por isso, explicações sobre sua sexualidade, o cotidiano da Rede Globo, casos de amor - com exceção do romance com Marília Grabriela - e muitas outras bisbiolhetices não estão lá.

Se Giane tem um defeito é a horizontalidade da história, sem mergulhar nos dramas e na realidade ali expostas, mas, pra dizer bem a verdade, gostei do livro e recomendo.

18 de janeiro de 2013

Pipoca e cinema - Blog e-Urbanidade

O fim de semana está ai e hora de ir ao cinema. Vou comentar dois filmes que muita gente já viu, mas, mas quem sabe, você ainda não.

De Pernas pro Ar 2
O primeiro deles é o brasileiro De Pernas para o Ar 2 com Ingrid Guimarães e que já aparece como um recordista de expectadores. Confesso que assisti o primeiro longa-metragem há pouco tempo. Gostei de alguns momentos, pois é quase uma versão brasileira daquelas comédias românticas engraçadas (e chatinhas) norte-americanas. Nesse achei o filme razoável. Detestei algumas piadas requentadas como a história das drogas (a tarja preta com bebida alcoólica) e a reedição da cena clássica de filme americano em que a mocinha janta em duas mesas distintas no mesmo restaurante. Também o casal principal não convence. Ninguém torce por eles, nem eles mesmos.

De Pernas para o Ar 2 tem bons momentos, pois o filme apostou em boas participações, como os internos da clinica de reabilitação (com Tata Werneck, Luís Miranda e outros) e a impagável cena do garçon brasileiro em terras americanas estrelada por Rodrigo Sant`Anna.

Sinceramente, pode ser uma boa diversão para um fim de noite ou para o domingo, pra começar a segunda-feira, pelo menos, de alto astral.

As Aventuras de Pi
Outro é As Aventuras de Pi. Aclamado pela crítica e é um dos fortes concorrentes ao Oscar de 2013. Gostei bastante do filme. As imagens são lindas, a direção de arte impressionante. Só fiquei um pouco cansado do meio para frente, mas valeu a pena. São daqueles filmes que precisam de um pouco de reflexão quando os créditos sobem. E alguém para discutir um pouco. Feito isso, está tudo certo.

O diretor Ang Lee é um dos diretores que vale a pena apostar nas suas produções, principalmente pela sua sensibilidade. O que mais mexeu comigo é que fiquei com muita vontade de ler o livro. Deve ser bem interessante. Aliás, vale dizer que a história é copiada do livro Max e os Felino, do escritor brasileiro Moacy Scliar que na época do lançamento do livro o autor americano assumiu que havia se inspirado numa crítica que lera em uma revista internacional. O autor brasileiro deixou por isso mesmo.

Bons filme e fim de semana!

3 de janeiro de 2013

Barba Ensopada de Sangue - Daniel Galera - Blog e-Urbanidade

Barba Ensopada de Sangue
Mais um livro chega as minhas mãos pelo Clube de Leitura da Companhia das Letras que acontece aqui no Conjunto Nacional. Para dizer a verdade, até então, não tinha nenhum interesse pela obra e foi só ser apresentada que percebi o monte de volumes na porta de várias livrarias e com chamadas de até de uma página em algumas revistas brasileiras.

Diante disso, parecia que a leitura seria das melhores, mas me decepcionei um pouco com o livro. Aliás, até agora fico pensando onde o autor gostaria de chegar ou se não poderia fazer tudo de uma forma menos longa.

Muita gente tem elogiado Barba Ensopada de Sangue, alguns têm apostado que se trata de um grande escritor nacional que vem se despontando, eu não duvido de nada disso, mas não encontrei um livro marcante. Sem dúvida, a forma como o autor desenvolve os diálogos e caracterização dos personagens seja o maior trunfo ao criar uma obra, diria, inovadora.

Barba Ensopada de Sangue conta a história de um rapaz com um problema neurológico: não consegue gravar a fisionomia das pessoas. Para isso, usa dos mais variados artifícios para lembrar das pessoas que gosta e da sua própria fisionomia. Diante do suicídio anunciado do pai, a perda do seu grande amor levado pelo próprio irmão e ao ter herdado uma cachorrinha que deveria ter sido morta – de acordo com a promessa feita em vida ao pai -, este sujeito parte para Garopada, interior de Santa Catarina, para fazer novos amigos e reconstruir sua história. Bem, pelo menos eu acho que era isso.

Como disse acima, a forma como autor apresenta alguns diálogos e não usa símbolos como de travessão, vírgula ou itálico para separar o que é fala e ação, parece ser inquietante. Por exemplo, alguns diálogos, entre vários personagens, são descritos em um só parágrafo em duas ou três páginas. Tentei descobrir um pouco da lógica do autor, mas não tive muito êxito.

Outro ponto que vale a pena destacar em Barba Ensopada de Sangue é a criação dos personagens que não deixa de ser rica e muito bem feita. Algumas discussões sobre a religião, a existência, o budismo e até mesmo sobre como viver em São Paulo, não deixam de deixar claro o talento do escritor.

Não sei se recomendo. Alguns o classificaram com um épico, bem!, acho que é por aí. Mas, não gostei muito. Senti um pouco irritado em muitas partes por não saber onde o autor estava querendo ir ou nos levar. Se era pela história do pai morto, do avô assassinado ou do amor perdido. Também, não consegui entender a “redenção” ou o “ganho” do personagem ao ler a última palavra. Porém, tem muita gente elogiando por ai e muita propaganda em jornal e revista.